Boxer - Estalão


ORIGEM: Alemanha 

DATA DE PUBLICAÇÃO DO STANDARD: 08/06/1990 

FUNÇÃO ZOOTÉCNICA: Cão de Companhia, Protecção e Utilidade. 

CLASSIFICAÇÃO F.C.I.: Grupo II - Cães de tipo Pincher e Schnauzer, molossoides e boieiros suiços - com provas de trabalho. 

APARÊNCIA GERAL: 
 

O Boxer é um cão médio, de pelo curto, forte, com estrutura curta, quadrada, de ossatura forte. A musculatura é fina, vigorosamente desenvolvida. Movimentos vivos, cheios de força e de dignidade. O Boxer não deverá ser tosco nem pesado, nem leve ou com falta de substância. 

PROPORÇÕES IMPORTANTES: 


- COMPRIMENTO DO CORPO: estrutura é quadrada, isto é, as linhas delimitantes, uma horizontal ao dorso e duas verticais que tocam a ponta do peito e a ponta do ísquio respectivamente, formam um quadrado. 

- PROFUNDIDADE DO PEITO: altura à cruz; o peito deve chegar aos codilhos; a profundidade do peito corresponde a metade da altura à cruz. 

- COMPRIMENTO DO FOCINHO: comprimento da cabeça; o comprimento do focinho em relação ao comprimento do craneo como 1 a 2 (medido da ponta do nariz até ao ângulo interior do olho e desde o ângulo interior do olho até ao occiput, respectivamente). 

COMPORTAMENTO E CARÁCTER: 
O Boxer deve possuir nervos sólidos, ser confiante, tranquilo e equilibrado. O seu carácter é da máxima importância e requer uma consideração especial. O seu apego e lealdade ao dono e a todos os da casa, a sua vigilância e valentia inigualáveis como defensor, são conhecidos desde a antiguidade. É inofensivo para a familia, mas desconfiado frente a estranhos; calmo e amigável enquanto brinca, mas temivel nos momentos de perigo. É fácil de educar, graças à sua disposição natural para obedecer, o seu brio e valor fazem dele um agardável e valioso cão de protecção e utilidade para a familia. O seu carácter é integro e sem falsidades nem malicia, mesmo em idades avançadas. 

CABEÇA:
 A cabeça do Boxer é a sua caracteristica principal. Deve estar em perfeita proporção com o corpo não devendo parecer nem muito leve nem muito pesada. O focinho deve ser cheio e poderoso. A beleza da cabeça, vista de frente, de lado ou por detrás deve ter o focinho em proporção correcta com o crâneo, isto é, a cabeça nunca pode parecer muito pequena. Formam-se naturalmente rugas no crâneo, quando as orelhas estão alerta, quer estejam ou não cortadas. Da base do nariz até ambos os lados as rugas devem ser bem marcadas, mas não excessivas. A máscara escura deve limitar-se ao focinho, diferenciando-se notóriamente da cor da cabeça para que a expressão não pareça sombria. 

REGIÃO CRANENA: 

CRANEO: o crâneo deve ser na medida do possivel, estreito e angulado. Deve ser ligeiramente curvo, nem redondo nem muito plano nem demasiado largo, não devendo o occiput ser demasiado alto. O sulco naso-frontal está suavemente marcado e especialmente, não deve ser profundo entre os olhos. 

STOP: a frente do crâneo forma com o focinho uma quebra marcada. O perfil do focinho não se funde na frente do crâneo, como o Bulldog e menos ainda poderá ser descendente. 

REGIÃO FACIAL: 

NARIZ: o nariz é amplo e negro, ligeiramente arrebitado, com amplos orificios nasais. A ponta do nariz está mais alta do que a sua base. 

FOCINHO: deve ser poderosamente desenvolvido nas suas três dimensões, isto é, não pode ser pontiagudo, nem estreito, nem pequeno nem plano. A sua configuração está influênciada: 
a) pela forma do maxilar; 
b) pela implantação dos caninos; 
c) pela forma dos lábios. Os caninos devem estar, na medida do possivel, distantes entre si e possuir um bom tamanho, permitindo que a superficie dianteira do focinho se mostre ampla e quase quadrada, formando com a cana nasal um ângulo obtuso. O bordo do lábio superior deve cobrir o bordo do lábio inferior. A parte curvada para cima do maxilar inferior, denominada mento, não deve sobressair exageradamente do lábio, nem pelo contrário desaparecer, devendo estar bem marcado tanto de frente quanto de lado. Os caninos e os incisivos do maxilar inferior não devem ver-secom a boca fechada e muito menospoderá mostrar a lingua. O sulco naso-labial deve estar bem definido. 

LABIOS: os lábios determinam a figura do focinho. O lábio superior é generoso e carnudo, cobrindo também a cavidade resultante da distância do maxilar inferior, tapando os incisivos. 

BOCA: o maxilar inferior sobressai ao maxilar superior e está ligeiramente curvado para cima. O Boxer morde para a frente. O maxilar superior é amplo à altura do crâneo, estreitando-se adiante ligeiramente. A dentição é poderosa e sã. Os incisivos estão, na medida do possivel, implantados numa linha recta, bem separados entre si, e devem ser de bom tamanho. Esquema de classificação da boca, 1a o ideal: 

MASSETERES: fortemente desenvolvidos em relação ao maxilar poderoso, sem serem, no entanto, demasiado pronunciados. Chegam ao focinho ligeiramente curvos. 

OLHOS: escuros, não devendo ser nem muito pequenos nem muito proeminentes. A expressão irradia inteligência e energia, não devendo ser penetrante nem ameaçadora. As pálpebras deverão ter uma côr escura. 

ORELHAS: Inteiras e de tamanho adequado, implantadas bem distantes entre si no ponto mais alto do crânio. Em repouso caiem junto à face devendo voltar-se para a frente formando uma prega bem definida especialmente quando o cão está atento. 

PESCOÇO: a linha superior descreve uma curva elegante desde a nuca bem marcada, até à cruz. O pescoço deve ser comprido, harmonioso, redondo forte, musculado, estreito e sem papada. 

CORPO:
 quadrado. O tronco apoia-se em membros direitos e de ossatura forte. 

GARROTE: bem marcado. 

DORSO: incluindo a zona renal, o dorso deve ser curto, forte, recto e bem musculado. 

GARUPA: ligeiramente inclinada, curva, plana e larga. A pélvis deve ser alta, e especialmente nas femeas, larga. 

TORAX: profundo, chegando aos codilhos. A profundidade do peito corresponde a metade da altura à cruz. Costelas bem arqueadas mas não redondas ou em forma de tonel, amplas até atrás. 

LINHA INFERIOR: descreve uma curva elegante. Flancos curtos, fortes e ligeiramente elevados. 

CAUDA: inserção média, amputada curta e de porte alto. 

EXTREMIDADES: 

QUARTOS DIANTEIROS: devem ser rectos quando vistos de frente, paralelos um ao outro, com ossatura forte e bons aprumos. 

OMBROS: largos e obliquos, estreitamente ligado ao tórax, não devendo ser demasiado musculados. 

BRAÇO: comprido e formando um ângulo recto com os ombros. 

COTOVELOS: nem fortemente pegados ao tórax, nem demasiado afastados. 

ANTEBRAÇO: 
vertical, comprido e bem musculado. 

ARTICULAÇÃO DOS CARPOS: desenvolvida, bem marcada mas sem exagero. 

METACARPOS: 
curtos, quase verticais em relação ao piso. 

MÃOS: pequenas, redondas, fechadas (mãos de gato), com almofadas plantares grossas. 

QUARTOS TRASEIROS: 
musculatura muito desenvolvida, rija como uma tábua sobressaindo muito plasticamente. Os membros posteriores devem ser rectos vistos por detrás. 

COXAS:
 curvas, e largas, devendo os angulos coxo-femural e tibio-femural serem o menos obtusos possiveis. 

JOELHOS: a sua colocação deve ser tão adiante quanto possivel de modo a ser possivel traçar uma linha vertical da anca ao joelho. 

PERNAS: muito musculadas. 

CURVILHÕES: fortes, muito marcados sem se erguerem em ponta. O seu ângulo deve ser de aproximadamente 140 graus. 

METATARSOS: curtos, com uma inclinação de 95 a 100 graus em relação ao solo. 

PÉS: um pouco maiores do que as mãos. Fechados e com almofadas grossas e duras. 

MOVIMENTOS: 
vivos, cheios de força e dignidade. 

PELE: 
compacta, elástica e sem rugas. 

PELAGEM: curta, dura, reluzente e rente ao corpo. 

CORES: FULVO OU TIGRADO – o fulvo pode ser de diferentes tons, desde o claro ao vermelho veado escuro, sendo as tonalidades intermédias mais bonitas. Máscara negra. A variedade tigrada tens estrias verticais, escuras ou negras sobre a base fulva nas colorações atrás mencionadas. A cor base e as estrias devem diferenciar-se claramente entre si. As manchas brancas não se devem desprezar, podendo-se considerar muito atractivas. Não é permitido mais de um terço de branco. 

TAMANHO: 
Machos 57 a 63 cms; femeas 53 a 59 cms. 

PESO: machos mais de 30Kgs para uma altura à cruz de cerca de 60 cms; femeas aproximadamente 25 Kgs para uma altura à cruz de cerca de 56 cms. 

FALTAS: Qualquer desvio dos critérios anteriormente mencionados, deve ser considerado uma falta e a sua gravidade considerada em relação ao grau de desvio ao estabelecido. 

OBSERVAÇÕES: os machos devem apresentar os dois testiculos bem descidos no escroto.


 

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